Projetos
Projeto Investindo na Natureza
O Projeto Investindo na Natureza (Investing in Nature) foi fruto de uma parceria entre o Earthwatchers, WWF, Botanic Gardens Conservation International – BGCI e HSBC. Visou contribuir para o desenvolvimento sustentável em vários países, fornecendo subsídios para a economia, subsistência e meio ambiente, ampliando a conscientização pública sobre a importância das plantas na vida do homem.
Os jardins botânicos brasileiros foram beneficiados pelo Projeto Brasil: os jardins botânicos e a educação para o público nos ambientes urbanos, que foi desenvolvido pela parceria entre a Rede Brasileira de Jardins Botânicos (RBJB), o BGCI e o Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ). O objetivo do Investindo na Natureza – Brasil foi apoiar os jardins botânicos brasileiros no desenvolvimento das suas atividades de educação do público, voltadas para a conservação da flora brasileira, utilizando como instrumento de educação suas coleções vivas, seus espaços de interpretação, pesquisas em desenvolvimento e interfaces com a comunidade.
No período de fevereriro de 2002 a março de 2007 o Projeto promoveu uma série de atividades voltadas para o fortalecimento dos jardins botânicos como, por exemplo, o apoio às reuniões técnicas da RBJB, o patrocínio a projetos e treinamentos em educação ambiental e áreas afins.
O projeto produziu uma série de publicações que incluem versões de importantes documentos gerados pelo BGCI, como “Diretrizes Educacionais”, “Estratégia Global para Conservação das Plantas” e, pela Southern African Botanical Diversity Network – Sabonet, “Como dar vida ao seu Jardim”, além de publicações geradas para atender as necessidades dos jardins botânicos brasileiros, como o livro “Diversidade Biológica nos Jardins Botânicos” e o “Plano de Ação dos Jardins Botânicos Brasileiros”.
Prêmio a Projetos Educacionais
Uma importante iniciativa do projeto foi a premiação, no valor de £15.000 (quinze mil libras), concedida a doze jardins botânicos que tiveram os Projetos Modelos - “Educação para conservação de espécies nativas”, selecionados, por contribuir de forma efetiva para a conscientização pública sobre conservação de plantas.
Veja aqui os projetos contemplados:
2006
• Educação e conservação de espécies aromáticas nativas da Amazônia - Museu Goeldi / PA

• Pteridophyta: Educação e Conservação – uma proposta do Jardim Botânico Municipal de Bauru / SP

• Fale em jangada que é pau que bóia – Jardim Botânico de Recife/PE

2005
• Conservação de plantas ameaçadas de extinção da floresta com araucária - Jardim Botânico Municipal Francisca Maria Garfunkel Rischbieter – Curitiba/PR

• Salvando os cactos - Jardim Botânico de Caxias do Sul/RS

• Resistindo à urbanização: educar para conservar espécies ameaçadas da mata atlântica - Jardim Botânico de São Paulo, Instituto de Botânica de São Paulo/SP

2004
• Educação para conservação de espécies nativas no Jardim Botânico de João Pessoa Benjamim Maranhão - João Pessoa / PB

• Levantamento das espécies vegetais nativas, ligadas à cultura afro-brasileira, nos parques urbanos e no Jardim Botânico de Salvador – Salvador / BA

• Jardim Botânico e comunidade – conservando a flora nativa – Jardim Botânico da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul - Porto Alegre / RS

2003
• Conhecer para preservar – Implantação de metodologia de educação ambiental para conservação de espécies nativas - Jardim Botânico de Lajeado / RS

•Educação para conservação da caatinga no Jardim Botânico da Fundação Zôo-Botânica de Belo Horizonte / MG

• Multiplicando as experiências formativas nas escolas do nordeste, Santuário Ecológico de Pipa – Jardim Botânico de Pipa / RN

Projeto Jardim Botânico vai à Escola / JBVE
A educação ambiental é uma importante linha de atuação para os jardins botânicos. No entanto, a falta de divulgação nas escolas sobre a missão e a importância dos jardins botânicos dificulta a preparação das visitas escolares, fazendo com que muitas vezes estes espaços sejam sub-aproveitados.
Diante disso, a Comissão de Educação Ambiental da Rede Brasileira de Jardins Botânicos (CEA), apoiada pelo programa Investindo na Natureza - Brasil, elaborou o Projeto Jardim Botânico vai à Escola (JBVE), visando melhorar a comunicação e a troca de experiências com a comunidade escolar, estimulando um uso mais efetivo e intenso dos jardins botânicos como ambiente educativo.
O projeto possui três etapas principais:
• Educadores e Jardins Botânicos - seleção da escola e curso de formação para professores;
• O Jardim Botânico vai à Escola - diagnóstico e avaliação participativa do ambiente escolar; definição e execução de projetos ambientais no pátio escolar; exposição do Baú da Vida contendo materiais informativos, didáticos e lúdicos.
• A Escola vai ao Jardim Botânico - visitas orientadas ao jardim botânico com pais, professores e estudantes; realização de oficinas de apoio aos projetos desenvolvidos na escola.
Um importante elemento do projeto é o ‘Baú da Vida’ - baú de madeira que acondiciona todo o material a ser usado na escola durante a implantação do projeto. Este conjunto de material didático foi produzido em número suficiente para atender a todos os jardins botânicos brasileiros. Cada ‘Baú da Vida’ contém:
• Sete banners sobre os biomas brasileiros;
• Jogos de memória com espécies ameaçadas da flora e fauna brasileira;
• DVDs com o episódio “O Jardim Botânico”, criado especialmente para o projeto pelo do Grupo de Bonecos Giramundo;
• VHS de 15 episódios do programa “Um pé de que”
• Livros didáticos diversos;
• Lupas;
• Cartilha de Orientação para Professores, entre outros.
Cada jardim botânico adiciona outros materiais (como elementos regionais componentes da vivência de cada comunidade) a este Baú, que muito tem enriquecido as aulas dos professores.

Durante o ano de 2005, o projeto foi implantado em 10 jardins botânicos brasileiros (Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Paulínia, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Salvador, João Pessoa, Brasília e Goeldi/Belém) e nas respectivas escolas selecionadas em cada cidade. Estas experiências-piloto serviram para testar e aperfeiçoar a metodologia para implantação nos demais jardins botânicos brasileiros. A avaliação do projeto foi feita com base em uma matriz de indicadores discutidos em reuniões da CEA, através de importantes momentos de reflexão e troca de experiências. No ano de 2006, mais dez jardins botânicos aderiram ao projeto, ampliando assim a comunidade escolar beneficiada.
Os contrastes regionais encontrados em um país tão diverso como o Brasil tornaram-se um fator de sucesso. Estas diferenças contribuíram para que os projetos fossem adquirindo características próprias, sendo enriquecidos por aspectos naturais, culturais e regionais, provocando o surgimento de experiências únicas com uma riqueza singular.